RJ: Depois de várias denúncias policial preso é transferido por ligação com ataques de milícia

Escrito por Portal TPNews

19 de setembro de 2021

Categoria(s): Sistema Penitenciário

Tag(s): Rio de Janeiro

Somente após publicação do PORTAL TPNEWS que miliciano foi transferido.

O inspetor da Policia Civil do RJ condenado e preso por chefiar uma  milícia da Zona Oeste do Rio foi transferido por suspeita de envolvimento nos ataques que deixaram, na última quinta-feira, pelo menos dois mortos e sete van incendiadas em bairros da região. Rafael Luz Souza, o Pulgão, saiu da Cadeia Pública Constantino Cokotós cadeia de segurança mínima em Niterói, onde os policiais penais não conta sequer com armamento adequando para garantirem a segurança da unidade, onde o seu armamento conta apenas uma pistola quarenta e uma espingarda calibre 12, e por falta da segurança adequada, o miliciano foi para a Penitenciária Laércio da Costa Pellegrin, nesta sexta-feira (17). Na unidade de segurança máxima, conhecida como Bangu 1, em Gericinó, Pulgão foi colocado numa cela solitária, sem contato com outros detentos.

Pulgão desafeto do bando do falecido Wellington da Silva Braga, o Ecko, morto em junho deste ano . Ele é apontado como chefe do bando que controla a Carobinha, em Campo Grande — única comunidade do bairro que não pertence ao maior grupo paramilitar do estado. Pulgão e Ecko disputavam a tiros o controle da região. Após a morte do irmão, Luis Antônio da Silva Braga, o Zinho, herdou o comando e começou uma guerra com Danilo Dias Lima, o Tandera, que chefia uma quadrilha que atua em Seropédica, Itaguaí e em outros pontos da Baixada Fluminense. Em meio a essa disputa, Tandera tem o apoio de Pulgão. A Secretaria de Administração Penitenciária já “detinha estas informações desde abril deste ano, entretanto mantinha o criminoso em uma unidade sem segurança e gozando de regalias”, segundo denuncias recebidas pelo nosso portal.

A transferência entre cadeias foi solicitada em julho deste ano, mas a saída de Niterói para Bangu 1 ocorreu apenas após as nossas denuncias (PORTAL TPNEWS) após os recentes ataques. Na época, o pedido destacava os riscos de fuga após a morte de Ecko. “Esta unidade não goza de segurança adequada para uma possível tentativa de resgate ou fuga. O interno, considerado inimigo do Estado, está sendo vinculado a uma possível assunção da liderança da narcomilícia da Zona Oeste. De acordo com denúncias, Pulgão está sendo vinculado a homicídios na Zona Oeste e Baixada.”

Segundo Pulgão, sua cabeça valia R$ 500 mil

Enquanto estava solto, Pulgão usou o aparato da Polícia Civil para enfraquecer rivais e, assim, garantir o domínio de uma comunidade. Em depoimento à Justiça, contou que, ao longo de quatro anos, atuou como colaborador de duas delegacias especializadas, passando informações que levaram seus rivais à prisão ou à morte — e, de quebra, abriram brecha para o crescimento de sua milícia. Mas, de acordo com ele, sua atuação “vazou” após ter participado da operação que terminou com a morte de Carlinhos Três Pontes, em abril de 2017.

O inspetor de Polícia Civil foi preso em julho de 2018, ao ser flagrado por agentes da Corregedoria da Polícia Civil saindo de uma boate, na Barra da Tijuca, Zona Oeste, com cinco fuzis e uma metralhadora antiaérea. Pulgão disse aos agentes que “estava aliviado” por ter sido capturado pela corregedoria, já que tinha o receio de cair nas mãos de Ecko.

No final de seu depoimento, ele diz que teve a cabeça colocada a prêmio com recompensa de alta quantia. “Valia R$ 500 mil”, relatou.

Acredita-se que o próprio Pulgão temia permanecer naquela unidade em Niterói, pois devido a falta de segurança, poderia ser resgatado do local e executado.

Pulgão figura como réu em mais dois processos. Num deles, responde pelo homicídio de Wagner Luís Ribeiro Adão, em novembro de 2017. Segundo o Ministério Público, o policial civil ordenou o assassinato “por vingança, pelo fato de a vítima não ter aceitado proposta para fazer parte da milícia da qual é líder”. No outro processo, é acusado de integrar uma quadrilha de policiais especializada em “botes” — abordagens que são organizadas com o objetivo de extorquir dinheiro.

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