‘Robin Hood às avessas’: o atual quadro do regime de incentivo aos “assessores” de Fernando Veloso.

Escrito por Portal TPNews

10 de dezembro de 2021

Categoria(s): Sistema Penitenciário

Tag(s): Rio de Janeiro

Rio – O Secretário de Estado de Administração Penitenciária do Estado do Rio de Janeiro, “delegado” Fernando da Silva Veloso, inovou no incentivo funcional da pasta prisional fluminense. Conforme publicação anterior em artigo do Portal Tpnews, onde revelamos que o titular da pasta penitenciária, havia taxado em 5%, as respectivas gratificações de diretores, subdiretores, superintendentes e demais cargos de relevância, todos ocupados por Policiais Penais de carreira, entretanto, para o seu “amigo” e chefe de gabinete, policial civil, Fabio Freitas Figueiredo, foi concedido upgrade de 30% sob sua remuneração do cargo comissionado. Chefe de Gabinete e Secretário, ambos oriundos da Policia Civil do Estado do Rio de Janeiro.

Figueiredo ficou conhecido em episódio ocorrido em 2011, quando foi investigado pela Policia Federal, por suspeita de tentativa de resgate do traficante Nem da Rocinha, conforme publicado em diversos veículos de imprensa, tanto escrita quanto televisada. À época, Figueiredo era subordinado também a Fernando Veloso (“subchefe da Policia Civil em 2011”). O Jornal Extra informou na época que;

“investigados pela PF o delegado da 82ª DP (Maricá), Roberto Gomes Nunes, o inspetor Mussi, da mesma delegacia, e o inspetor Fábio Figueiredo, da Subchefia Operacional da Polícia Civil. Eles tentaram levar o bandido para a 15ª DP (Gávea)”. O EXTRA telefonou para a 82ª DP e explicou o teor da reportagem ao funcionário Eduardo, que atendeu o telefone. Minutos depois, ele informou que, após ter entrado em contato com o delegado Roberto Nunes e o inspetor Mussi, os dois não falariam sobre o caso.

Segundo o Extra; “Fábio Freitas Figueiredo e o delegado Fernando Veloso não foram localizados para comentar o assunto na época”.

“Policiais eram os anjos da guarda do traficante Nem”
Relatório da Operação Guilhotina detalha como policiais civis e militares vendiam armas e informações ao chefe do tráfico na Rocinha – Revista – Veja. Leia mais em:

https://veja.abril.com.br/brasil/policiais-eram-os-anjos-da-guarda-do-traficante-nem/

https://extra.globo.com/casos-de-policia/prisao-de-nem-policiais-civis-serao-investigados-pela-pf-por-lavagem-de-dinheiro-formacao-de-quadrilha-3265207.html

TIRANDO DOS POBRES PARA DAR AOS RICOS E AMIGOS

Na contramão da lógica, servidores que atuam no fronte do sistema penal fluminense, nunca receberam sequer um incentivo moral ou financeiro, considerando sua notória relevância para o sistema prisional Fluminense, sim, estamos falando dos Policiais Penais que atuam nas unidades prisionais intramuros, dentre eles os Policiais Penais que são responsáveis pela gestão de todo o sistema e responsáveis por sua atual estabilidade. Contudo. em beneficio de outros, tiveram suas gratificações reduzidas de forma arbitrária e sem o devido processo legal e transparência, enquanto isso, no mesmo período, o Chefe de Gabinete do chefe maior da pasta, contrariando o senso comum e a parâmetros de gratificações anteriores, onde os seus antecessores no cargo de chefe de gabinete, percebiam a remuneração de aproximadamente sete mil reais pela assunção do cargo, Figueiredo já chegou com o pé na porta, sua remuneração no cargo, inicialmente foi de R$11,230.74, em setembro de 2021, após redução das gratificações dos servidores originários da pasta (Policiais Penais), Figueiredo recebeu um upgrade, percebendo em novembro de 2021, a bagatela de R$ 13.411,54 (treze mil quatrocentos e onze reais e cinquenta e quatro centavos, total líquido, R$ 10543,90

O caminhão de vantagens concedidas a assessores do 01 da pasta, não para por aí, outro afagado com benefícios em seus vencimentos, É o Policial Penal e Colunista, Cassio Nogueira de Castro. Cássio é protegido do “Tabloidista” Magnavita, segundo fontes, Magnavita teria intercedido junto ao ex-secretário Raphael Montenegro, para que lhe nomeasse diretor de algum presídio do estado, entretanto, seu pedido não foi atendido, devido a zero experiência de Castro, que assina sua Coluna no tabloide Magnavita, como advogado e não como Policial Penal, Assessor de Veloso, Cassio que viu os seus vencimentos saltarem de seis mil reais mensais para dezesseis mil reais em novembro de 2021, teria sido o idealizador do texto que promove o secretário ao cargo de pitbull da SEAP.

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